Ecoturismo – clientela, fundamentos e aspectos operacionais

O ecoturismo é uma segmentação do turismo. É destinado a acompanhar as mudanças no mercado, buscando atender às necessidades e expectativas de turistas mais experimentados, que possuem melhor poder aquisitivo e maior escolaridade, e que preferem ter suas férias e seus momentos de lazer em espaços

Cultura, lazer, esporte, aventura e saúde são os fundamentos básicos do ecoturismo, indispensáveis para que o seu negócio seja um sucesso

Podemos dizer que o ecoturismo é bom negócio para o empresário e para o poder público, sendo rentável para o empreendedor

O ecoturismo é uma segmentação do turismo. É destinado a acompanhar as mudanças no mercado, buscando atender às necessidades e expectativas de turistas mais experimentados, que possuem melhor poder aquisitivo e maior escolaridade, e que preferem ter suas férias e seus momentos de lazer em espaços livres, naturais. O ecoturismo, por sua baixa densidade e por desenvolver-se nos ecossistemas especiais e em ambientes naturais agradáveis, vai atender a esse segmento de turistas, cada vez mais crescente, que tem entre suas aspirações a vontade de conservar a natureza.

Quanto às suas características econômicas, podemos dizer que o ecoturismo é bom negócio para o empresário e para o poder público, sendo rentável para o empreendedor, e capaz de conservar os recursos naturais, o que beneficia toda a comunidade.

Por conta da característica de sua clientela, e por causa das características do produto que trabalha, o ecoturismo requer a criação de empresas bem estruturadas, com um quadro de pessoal qualificado que conheça a dinâmica dos ecossistemas, pois normalmente operam com muitas informações. E, um outro ponto importante é que, ao se criar um empreendimento ecoturístico, é preciso ter em mente que as empresas de ecoturismo não se destinam a captar e manejar mercados massivos, dado o impacto que podem representar para o meio ambiente.

Os recursos humanos devem ser qualificados e passar por constante capacitação. Há necessidade de especialização, conforme a área de atuação (biólogos, zoólogos, arqueólogos, botânicos, geólogos e outros). Entretanto, é possível também utilizar mão de obra da própria região, desde que devidamente preparada e que conheça profundamente o local que tem a oferecer. Conhecer idiomas estrangeiros, além do português, é uma importante condição, já que a presença de ecoturistas estrangeiros tem aumentado muito.

Segundo Fábio M. Hosken, coordenador do Curso Ecoturismo - Diagnóstico, Planejamento e Operação, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas, os fundamentos básicos do ecoturismo são indispensáveis para que o produto ecoturístico tenha sucesso:

Cultura: valorizar as características culturais locais, que enriqueçam os conhecimentos do visitante, evitando-se a pasteurização típica do turismo massivo.

Lazer: o turista quer descansar, mas também quer atividades de lazer que sejam prazerosas, que despertem sensações de felicidade.

Esporte: está associado diretamente ao lazer e à saúde, que é muito valorizada pelo ecoturista, como elementos indispensáveis à qualidade de vida.

Aventura: enriquece as experiências de vida, quebra a rotina das pessoas, dá mais emoção, criando vivências diferenciadas que ficam na memória para sempre.

Saúde: se ecoturismo é qualidade de vida, então tem grande relação com a saúde. O empreendimento ecoturístico não pode se esquecer disso.

Saiba também  o que é preciso para que a atividade alcance seus objetivos:

1- Atrativos naturais: incluem paisagem, fauna, flora, geologia e fenômenos naturais são a essência do ecoturismo.

2 - Estrutura turística: indispensável para atender os fundamentos básicos citados anteriormente.

3 - Preço e comercialização: é preciso compatibilizar o produto com a clientela a ser atendida.

4 - Atividades ecoturísticas: relacionam-se intimamente com os atrativos naturais: acampamento, caminhada, trekking (trilhas nas matas), cavalgada, cicloturismo, escalada, caving (visitação de cavernas), mergulho autônomo, montanhismo e alpinismo, observação da fauna e flora, passeio de barco, rafting (descer corredeiras em balsas de borrachas e outras), canoagem, mergulho livre (snorkeling), cannyoning (descer com cordas de segurança por dentro da cachoeira), voo livre, passeios de jipe, charrete ou bugues, rapel (descer de locais altos com uso de corda) e safári fotográfico.

Portal Agropecuário 16-05-2013 Turismo Rural

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