Abate de jacarés pantaneiros gera lucro a frigorífico em MS

Abate de jacarés pantaneiros gera lucro a frigorífico em MS. A criação de jacarés pantaneiros teve início com a coleta de ovos realizada por fazendeiros e ribeirinhos da região do Pantanal.

Licenciado pelo Imasul - o Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul, o frigorífico abate 85 jacarés pantaneiros por dia

Abate de jacarés pantaneiros gera lucro a frigorífico em MS

 "O abatedouro de animais silvestres, como jacarés pantaneiros, deve operar de acordo com todas as exigências legislativas. Além disso, deve-se adotar as melhores técnicas de matadouros, sempre com a manutenção do bem-estar animal, a higiene, a segurança no trabalho e suas implicações na qualidade do produto final", afirma Paulo Bezerra Silva, professor do Curso a Distância CPT Abate e Comercialização de Animais Silvestres em Livro+DVD e Online.

Em Corumbá (MS), Weber e Willian Girardi criam 79 mil jacarés pantaneiros da espécie "Caiman yacaré". A criação em cativeiro é feita em confinamento, onde os animais são alimentados com ração de engorda constituída de vísceras de boi e vitaminas. Quando ganham peso, eles seguem para as baias, onde há 3.500 litros de água disponíveis, com a função de manter a temperatura dos jacarés. Eles permanecem, nessas baias (com 52 m² cada), um ano e meio, até alcançarem peso (8 kg) e (1,20 m) comprimento para o abate.

O investimento no criatório e frigorífico alcançou R$ 35 milhões (em quatro anos) com recursos próprios da empresa. A criação de jacarés pantaneiros teve início com a coleta de ovos realizada por fazendeiros e ribeirinhos da região do Pantanal. Mas futuramente a reprodução acontecerá, no próprio criatório, por meio da seleção de matrizes. Algumas fêmeas de jacaré já foram selecionadas e ultrapassam dois metros de comprimento.

Licenciado pelo Imasul - o Instituto do Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul, este é o primeiro frigorífico de jacarés de Mato Grosso do Sul e o maior do Brasil. Segundo Sandra Dambros, diretora de licenciamento em substituição Imasul, as autorizações ambientais junto ao Ibama estão todas regulamentadas. Em média, são abatidos 85 animais por dia, que seguem para o mercado de Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

O frigorífico trabalha com nove cortes diferentes de carne de jacaré: filé mignon, filé de lombo, filé do dorso e filé da cauda - comercializados a R$ 70 o quilo; e coxas, sobrecoxas e aparas - vendidos a R$ 45 o quilo. A pele de jacaré também possui alto valor comercial (US$ 200 - o equivalente a R$ 600). De acordo com Weber Giradi, há clientes nos Estados Unidos e no México. Mas pretendemos fechar negócio com África do Sul e Rússia.

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Fonte: g1.globo.com

Andréa Oliveira 04-05-2018 Animais Silvestres

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