Como usar o pedilúvio na pecuária

O pedilúvio é uma estrutura, com solução desinfetante, onde os bovinos submergem seus cascos

Como usar o pedilúvio na pecuária

“Muito comum em fazendas pecuárias, o pedilúvio é uma estrutura, com solução desinfetante, onde os bovinos submergem seus cascos. Trata-se de uma forma eficiente de prevenir lesões podais no rebanho”, explica Alexandre Lúcio Bizinoto, professor do Curso CPT Instalações e Equipamentos para Pecuária de Corte. No pedilúvio de passagem, há uma caixa com água e outra com sulfato de cobre, por onde passam os bovídeos em fila indiana. Já no pedilúvio de estação, os animais permanecem com as patas mergulhadas por até 10 minutos.

Além do sulfato de cobre como desinfetante, temos o formol, bem mais em conta que o primeiro. Ambos conseguem exterminar até mesmo os microrganismos mais resistentes. A diferença é que o formol evapora mais rápido quando comparado ao sulfato de cobre. Independentemente da volatilidade, do preço e do potencial de desinfecção do produto, ainda assim alguns pecuaristas cometem equívocos ao usar o pedilúvio.

Como usar o pedilúvio na pecuária:


->O pedilúvio impede lesões nos cascos dos bovinos, mas não serve como tratamento. Sendo assim, caso o animal apresente alguma ferida nas patas e nos cascos, ele não deve passar pela caixa. Primeiramente, as lesões devem ser tratadas com medicamentos adequados, prescritos por médico veterinário. Se o animal mergulhar as patas machucadas na solução desinfetante, sua cicatrização será comprometida;

->Patas com acúmulo de sujeira são um ambiente propício ao desenvolvimento de bactérias anaeróbias. Sendo assim, de nada adianta se os cascos do bovino estiverem extremamente sujos. As camadas mais grossas de sujeira certamente bloquearão os efeitos do desinfetante, seja ele sulfato de cobre ou formol. Com isso, o pedilúvio perde o seu potencial de ação, sem falar que o pecuarista terá desperdiçado produto;

->Antes de passarem pelo pedilúvio, os bovídeos devem ser encaminhados para a lavagem dos cascos. Com a retirada da sujeira, a ação do desinfetante é potencializada. Os bovinos mantidos em piquetes devem ser submetidos ao procedimento uma vez por semana. Já o gado em confinamento deve passar pelo processo três vezes por semana. Com isso, o pecuarista garante a manutenção da boa saúde dos cascos dos animais;

->Para maior eficiência do pedilúvio, a unha logo acima do casco deve ser totalmente submersa na solução desinfetante. Principalmente porque esta é uma região suscetível a lesões, como dermatite digital. Normalmente, a parte lesionada chega até a altura da sobreunha. Por esse motivo, para que essa área seja adequadamente desinfetada, a profundidade do pedilúvio deve alcançar 15 centímetros e o comprimento da caixa, 2 metros (no mínimo);

->O sulfato de cobre ou formol devem ser diluídos a 5% (no máximo). Caso contrário, a alta concentração do desinfetante poderá causar irritações no animal. Outro fator importante diz respeito ao número ideal de bovinos para pedilúvios de 200 litros. Caixas com esse volume devem permitir a passagem de 120 a 130 bovinos. Acima disso, o pedilúvio perde a eficiência tendo em vista o grau de sujidade na caixa pela passagem excessiva de animais.

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Fonte: educapoint.com.br

Por Andréa Oliveira.

Andréa Oliveira 02-10-2019 Bovinos

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