Doenças que podem surgir em sistemas hidropônicos

Uma das vantagens associadas ao sistema hidropônico é a menor incidência e até mesmo a ausência de incidência de doenças

Uma vez que a contaminação tenha ocorrido no sistema hidropônico, a água pode favorecer a multiplicação e a rápida disseminação dos patógenos

  sistema hidropônico

Uma das vantagens associadas ao sistema hidropônico  é a menor incidência e até mesmo a ausência de incidência de doenças. Infelizmente, atualmente, isso não vem sendo mais uma realidade, pois muitos hidroponicultores têm tido suas produções ameaçadas por várias doenças, tais como:

- doenças fúngicas: Míldio, Cercospora, Septoria, Alternaria, Pythium, Phytophthora, Rhizoctonia e Fusarium; - doenças bacterianas: Erwinia, Pseudomonas e Xanthomonas; - doenças viróticas: Tospovirus e Virus do Mosaico da Alface.

Uma vez que a contaminação tenha ocorrido, a água pode favorecer a multiplicação e a rápida disseminação dos patógenos, principalmente, no sistema de fluxo laminar de solução (NFT), em que a solução nutritiva recircula por toda a bancada das plantas. Então, uma pergunta que sempre surge é “o que fazer com relação às doenças?”. A resposta é prevenção. A prevenção é a melhor maneira de combater as doenças, visto que, atualmente, não existem recomendações técnicas nem defensivos agrícolas registrados para a hidroponia.

A melhor forma de prevenção é fazendo a desinfecção entre os cultivos. Para os cultivos em água, cascalho ou argila expandida, pode-se utilizar hipoclorito de sódio ou hipoclorito de cálcio. Lembrando que todo material, sujeito à lavagem com o hipoclorito, deve sofrer uma boa lavagem, pois resíduos de cloro ativo podem causar o murchamento e a morte das plantas de alface, por exemplo.

Embora ainda não seja muito usual, no Brasil, existem diversos métodos de controle de doenças, que podem ser aplicados na solução nutritiva, para se evitar a dispersão de patógenos introduzidos, acidentalmente, no sistema. Abordaremos alguns deles:

Pasteurização: consiste em aquecer a solução nutritiva por um período de 30 segundos, depois de passado esse tempo, ela deve ser resfriada até a temperatura ambiente por 30 segundos. O equipamento pasteurizador deve ser colocado no canal de retorno da solução nutritiva para o tanque de armazenamento.

Ultravioleta: lâmpadas de ultravioleta devem ser instaladas em algum ponto da passagem da solução nutritiva. Por tratar-se de radiação ionizante, as lâmpadas ultravioletas devem ser protegidas para não causarem problemas à saúde das pessoas que manuseiam o sistema.

Ozonização: o ozonizador pode ser colocado entre a tubulação de retorno e o tanque de armazenamento da solução. Neste caso, além da destruição dos microrganismos, há também a reposição de oxigênio para a solução.

Filtração: na Europa, Japão e USA, existem, no mercado, filtros de membrana, finos o suficiente, para reter bactérias. Esses filtros ficam contidos em cartuchos. Periodicamente, os filtros devem ser limpos com alta pressão ou produtos químicos adequados. Eles têm vida útil, que varia entre 3 a 4 anos.

Para obter maiores informações, consulte o curso Hidroponia Solução Nutritiva, elaborado pelo CPT – Centro de Produções Técnicas. O curso conta com a orientação do Professor Quirino A. C. Carmello. Ele aborda temas como solo x hidroponia, nutrição mineral de plantas, importância da água, cuidados com a solução nutritiva, solução nutritiva comercial, entre outros. Leia também nosso outro artigo Cultivo da alface em sistema hidropônico.

Beatriz Lazia 29-11-2012 Hidroponia

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