SMMA - Síndrome da Mamite, Metrite e Agalaxia em porcas

SMMA - Síndrome da Mamite, Metrite e Agalaxia em porcas. O sintoma inicial é o inchaço das glândulas mamárias e posterior queda na produção de leite.

A SMMA - Síndrome da Mamite, Metrite e Agalaxia pode ocorrer em porcas entre 12 e 72 horas após o parto

SMMA - Síndrome da Mamite, Metrite e Agalaxia em porcas

"O manejo de matrizes é uma das mais importantes práticas na criação de suínos. No caso das fêmeas, os cuidados começam desde sua seleção e aquisição até o manejo propriamente dito dentro da granja - como alimentação, sanidade e reprodução", afirma Paulo César Brustolini, professor do Curso a Distância CPT Criação de Suínos - Manejo de Reprodutores e Matrizes, em Livro+DVD e Online, da Área Suinocultura.

As matrizes compostas por fêmeas responsáveis pela produção de leitões devem ter total atenção por parte do suinocultor - principalmente, no fim da gestação, durante o parto e no período de lactação. Mesmo porque muitas fêmeas podem apresentar sérios problemas, como a SMMA - Síndrome da Mamite, Metrite e Agalaxia, que gera grandes prejuízos para a suinocultura.

Em geral, a mamite (inflamação nos tetos) vem acompanhada da metrite (infecção do útero) e, consequentemente da agalaxia (redução na produção de leite). Se não controlada adequadamente, a SMMA pode atingir até 10% das matrizes, o que agrava ainda mais a situação do suinocultor. Portanto, deve haver um monitoramento do plantel, em especial das porcas recém-paridas e em fase de aleitamento.

Segundo José Vanderlei Burin Galdeano, médico veterinário da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Rio Verde), a Síndrome da Mamite, Metrite e Agalaxia pode ocorrer em porcas entre 12 e 72 horas após o parto. O sintoma inicial é o inchaço das glândulas mamárias e posterior queda na produção de leite. A SMMA também afeta os recém-nascidos, pois a fêmea passa a não produzir leite suficiente para alimentá-los, o que aumenta a mortalidade dos leitões.

Conheça as principais causas da SMMA:

->Matrizes que estão no quarto parto correm maiores riscos;
->Maternidades com celas parideiras sem o manejo sanitário correto;
->Matrizes estressadas por falta de bem-estar e conforto animal;
->Parto anormal - leitões grandes ou mal posicionados;
->Constipação nas fêmeas - dificuldade ao expelir as fezes;
->Problemas na adaptação da cela parideira;
->Alteração repentina na dieta das fêmeas.

Conheça os principais sintomas da síndrome:

->Inapetência e perda de peso;
->Fêmeas sem interesse na cria;
->Matrizes com temperatura acima de 39,8°C;
->Porcas deitadas sobre as tetas para evitar a amamentação;
->Úbere inchado, quente, dolorido e com consistência carnosa;
->Corrimento vaginal amarelado, purulento e fétido (metrite);
->Redução na produção de leite (agalaxia).

Principais cuidados no manejo pré e pós-parto:

->Sete dias antes do parto, as fêmeas devem ser levadas às celas parideiras com o correto manejo sanitário;
->Cinco dias antes do parto, a quantidade de ração fornecida às fêmeas deve ser reduzida;
->O suinocultor não deve alimentar as fêmeas no dia do parto;
->As maternidades não podem apresentar barulho excessivo para não estressar os animais;
->A primeira refeição pós-parto deve ser de apenas 1 kg de ração lactação;
->É importante adicionar à dieta farelo de trigo para evitar a constipação;
->72 horas após o parto, o suinocultor deve observar cuidadosamente as fêmeas;
->As fezes das celas parideiras devem ser removidas, no mínimo, duas vezes ao dia.

Fonte: Suinocultura Industrial.

Confira o artigo "Algumas medidas profiláticas para evitar doenças nos suínos" e aprimore ainda mais o seu conhecimento.

Andréa Oliveira 31-08-2017 Suinocultura

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