Como prevenir a mastite em vacas e evitar prejuízos

Como prevenir a mastite em vacas e evitar prejuízos. O pecuarista leiteiro que adota estratégias de manutenção e higienização rotineira dos equipamentos de ordenha certamente obterá êxito no controle de mastite.

O pecuarista leiteiro, que adota estratégias de manutenção e higienização rotineira dos equipamentos de ordenha, certamente obterá êxito no controle de mastite

 Como prevenir a mastite em vacas e evitar prejuízos

A mastite ou mamite é uma infecção que acomete o rebanho leiteiro e tem se tornado um problema na pecuária mundial. Trata-se de uma inflamação na glândula mamária da vaca, gerada pela invasão de microrganismos, como bactérias. O leite da vaca infectada deve ser descartado, mesmo durante o tratamento, e até 7 dias após, pois torna-se impróprio para consumo. Portanto, ela é uma doença inflamatória que causa sérios prejuízos ao pecuarista leiteiro.

Normalmente, a mastite surge no rebanho bovino devido a erros no manejo durante a ordenha, como falhas na manutenção e higienização dos equipamentos de ordenha, além de negligência do retireiro. Dessa forma, criam-se condições favoráveis aos agentes contaminantes, que facilmente entram nos tetos da vaca. Daí a extrema importância de se adotar um protocolo para controle da mastite nas instalações onde são manejadas as vacas leiteiras.

 "O pecuarista leiteiro, que adota estratégias de manutenção e higienização rotineira dos equipamentos de ordenha, certamente obterá êxito no controle de mastite. Isso evita o surgimento de novas infecções, além de se reduzir as já existentes", afirmam os professores especialistas José Renaldi Feitosa Brito e Maria Aparecida Paiva Brito, Curso a Distância CPT Prevenção e Controle de Mastite, disponível nos formatos em Livro+DVD e Online.

A higiene no processo de ordenha - tanto manual como mecânica, é fundamental para prevenir a mastite em vacas e evitar prejuízos. A higienização dos tetos da vaca deve ser feita antes da ordenha - por meio da lavagem, desinfecção e secagem com toalha de papel descartável. Em seguida, é necessário realizar o teste da caneca, que consiste na coleta dos três primeiros jatos de leite em caneca telada. Nas vacas com mastite, o leite sai com grumos - que ficam retidos na tela; nos animais sadios, o leite passa direto.

Para complementar o programa de higienização, deve ser realizada a lavagem das mãos do retireiro e da ordenhadeira (com detergente próprio). Isso deve ser feito criteriosamente em cada vaca ordenhada. Além disso, os tetos da vaca devem ser lavados e secos para, depois, serem tratados com uma solução de iodo. Da mesma forma, devem ser implementadas na propriedade medidas higiênico-sanitárias em todas instalações - principalmente nos galpões de ordenha.

O controle torna-se ainda mais potencializado, quando se organiza o lote de ordenha, separando as vacas sadias das vacas com histórico de mastite, assim como das vacas com mastite. Primeiramente, devem ser ordenhadas as vacas sadias; depois, as vacas que já tiveram mastite e, por fim, as vacas que estão com mastite. Com isso, o pecuarista evita a contaminação das teteiras e, consequentemente, a mamite.

Nas vacas com mastite, o leite deve ser ordenhado por completo - até esgotar totalmente o úbere. Após seguir todo o protocolo de higienização, a vaca deve ser tratada com antibiótico, injetado diretamente nos tetos - em geral, o tratamento é realizado por três dias (com 1 aplicação diária do medicamento).

Fontes: Globo Rural e Milk Point.

Andréa Oliveira 19-01-2017 Pecuária de Leite

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